samedi 29 août 2009

adoro fotos felizes de pessoas vazias.
entendam por vazias as pessoas cuja história desconheço.
são vazias para mim, felizes para a foto.

adoro fotos vazias de pessoas e felizes pelo lugar, que nunca é vazio.
ou às vezes é tão cheio de propriedades que quase se torna vazio.
tamanhas são suas possibilidades de locação.

adoro fotos.
adoro pessoas.
adoro lugares.

pena que as fotos ñ ganham os movimentos dos vídeos,
pena que vídeos não são work in progress como a vida.
felizes das pessoas que congelam etapas de um processo,
em vez de prender o processo no desgelo lento da memória.
felizes dos lugares que comportam tais pessoas.
ou não.

todo ser é um processo.
como tal deveria recusar-se à repetição exaustiva sem fundamento no prazer da realização.
todo lar comportador desse processo de ser, deve também poder acompanhar tais movimentos.
somente à revelia da própria vontade, é que o ser desprende-se do prazer enquanto motivo central da pertinácia que nos permitiria a recusa da repetição. a morte da descoberta. a reverência do acaso esporádico e programado enquanto sonho vespertino num amontoado de gente que age como submersos(num sistema) aguardando um segundo de respiro à superfície.
como se o acaso figurasse igual em dois filmes de metragem mto distintas.

pq sempre "no fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída".
como brilhantemente cantou rita.




"eu não tenho nada pra dizer, por isso digo...
eu não tenho hora pra morrer, por isso sonho."

1 commentaire:

  1. divine.

    achei por acaso isso aqui
    e porque o por acaso é sempre, por acaso, tão interessante?

    whatever,

    é só divagação minha, como sempre.

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