dimanche 27 mai 2007

centavos ao Jun

em http://talvezasvezes.blogspot.com/ depositei:


(foto by me: abertura de godspell. Fred Silveira ao violino. 2003 teatro carlos gomes)


já está na viagem de julho, sem sair da vodka.
já foi, voltou e sentiu-se estranho numa festa chic, sem sair da cadeira ou largar o teclado.
já se lamenta do que ainda nem escreveu.
ó céus, que demônio é esse que paira sobre a nossa geração?
quer tudo, faz nada, lamenta-se muito e realiza-se com míseras vontades adiadas ou não, que ressecam e apodrecem enquanto ainda estamos na primeira visita escondida e bandida para roubar da nossa própria geladeira um impróprio gole gelado de vodka.
cansado de não ser o que quero, cortei meu cabelo hoje, mais uma vez... até quando farei isso? até não ter mais cabelos, ou mais vontades adiadas!
=P

(máquina+tesoura+elásticos+pente+espelhos+saco.plástico=menos.cabelo)

samedi 26 mai 2007

menino d'ócio

Paul Signac . Place des Lices, St.Tropez, 1893 . Carnegie Museum of Art, Pittsburgh.

Nasceu tarde.
Cresceu tarde
Mas vive cedo,
sempre adiantado.
Nunca ontem,
mesmo quando preguiçoso.
mora aqui e vive lá
no futuro.

Trocaria o céu
para bisbilhotar a véspera
de um segundo desconhecido
de um impensado tempo
há muito por ele planejado.

Apesar da pressa
vive de asas abertas
imóveis e rígidas
planando sobre o hoje
como se não houvera ontem
e já desfrutara do amanhã
que ainda cedo não chega.

Enquanto espera
vive d'ócio
e planta a pressa.

Paul Signac . Portrait of M. Félix Fénéon, 1890 . MoMa, NY.

lundi 14 mai 2007

comum e básico =\=* bem sucedido


ter sucesso, ser bem sucedido é ser incomum, viver de exclusividades, exclusivas regalias, ser um pérola de um pequeno cordão e não um grão de areia numa infinita praia.

ser uma pessoa de sucesso é ser uma pessoa rara, entrar no hall dos que deram certo!

sucesso é o desejo moderno de qualquer indivíduo em qualquer instância. como ter sucesso ao arrumar uma cama, preparar um arroz, passar numa prova de direção, tirar boas notas, passar no vestibular, acertar num presente, agradar com um look...caminhar para perfeição de um ideal vendido de como, o que é e o que fazer para ser o sucesso. não à toa que no Brasil o sucesso tem vaga cativa nos lares (depositado em racks, estantes ou ainda pendurado nas paredes, e sob o comando do poder, ou controle remoto) e as profissões que estampam suas vitórias às nossas vistas, sem sequer pedirem licença, são as mais desejadas, por venderem a IMAGEM DO SUCESSO, acompanhada de todas as raridades, exclusividades e incomuns padrões que devem ser buscados, conquistados ou forjados para se chegar ao holofote do sucesso.

O sucesso abre sorrisos enquanto o fracasso irrita, estressa, angustia, revolta e mata. Enquanto isso a distância entre uma simples vida (COMUM) e a imagem do que é ser bem sucedido continua a aumentar como se fossem veículos em vias expressas correndo para extremidades opostas.

o fracasso é vendido como assutador, amedronta, ou até diverte, quando vira chacota. E a idéia de ser assustador ou motivo para gargalhadas e humilhações não agrada qualquer vivo indivíduo dessa nossa desvirginada e desorientada era, que mal percebe que ainda está nua na cama e já, de tão acostumada, nem sente o vai-vem ininterrupto que já há tempos, passa longe de qualquer forma de promoção de prazer.

=[


não querer luxo, nem lixo, mas desejar o normal, simples, satisfatório e básico (necessário) para viver seria negar a sua própria origem e realidade? mesmo que seja, ainda assim não é impossível!


=]

esse texto me lembrou de um espetáculo que vi em 2003 e que posteriormente me levou ao filme de 1973. A peça era Circo da Paixão, Godspell, uma adaptação do Miguel Falabella do musical da broadway e do filme, só Godspell, para os palcos brazucas.

eu amei a peça, assisti 7 vezes, fiz inúmeras amizades que permanecem até hoje (não todas, uma pena!) e depois amei o filme!

fiz um blog pra peça há uns anos, não durou muito hehehe



fica mais uma dica, uma pena que não possam mais ver a peça.

Mas o filme...




elenco do filme Godspell de 1973


*no título tentei fazer o sinal de diferente, já que não há este símbolo no teclado. =[

samedi 12 mai 2007

Carrington & Lytton

venho tentando organizar umas idéias sobre exclusividades, exclusões e inclusões. ainda não consegui nenhum ajuntado harmonioso de palavras.
falo isso pq hoje assisti um filme que me fez pensar sobre mais um tipo de exclusividade que me fere a percepção só em saber que existe.

A exclusividade do amor.

(isso ainda me lembra que amanhã é o dia das mães, essas criaturas infinitas que não medem o amor que sentem, mas vivem ciumentas com os amores outdoor dos filhos)

Indico o filme, apesar de ter uma história recortada demais, o filme acaba anulando "externidades" e ressaltando a forma como os personagens lidam com o (ouriço) amor.

[pensei em colocar o vídeo aqui, mas como ninguém tem paciência de ver e ainda complica o carregamento do site, achei melhor pôr o link]


Carrington - Dias de Paixão
http://www.youtube.com/watch?v=th5GO6tXgLM

fazendo um link entre o que senti do filme, posto também uma letra de música do novo cd da Norah Jones... Not Too Late (cd e faixa de mesmo nome)

Tell me how you've been,
Tell what you've seen,
Tell me that you'd like to see me too.

'cause my heart is full of no blood,
My cup is full of no love,
Couldn't take another sip even if I wanted.

But it's not too late,
Not too late for love.

My lungs are out of air,
Yours are holding smoke,
And it's been like that for so long.

I've seen people try to change,
And I know it isn't easy,
But nothin' worth the time ever is.

And it's not too late,
It's not too late for love,
For love,
For love,
For love.

vendredi 4 mai 2007

Fórévarendévar


Best series ever!

DHARMA&GREG



ALLY MCBEAL







GILMORE GILRS

It's over! =~~~~







http://www.youtube.com/watch?v=kI-H1fcK0uA

(entrevista com Lauren Graham e Alexis Bledel no set da série)

(esse não tinha embed =(

agora resta comprar todas as temporadas!


nós singular| eu plural

nós nos sabotamos, subestimamos, vivemos, superestimamos, comparamos, remamos, retrocedemos, avançamos, cobramos, choramos, recebemos, damos, reclamamos, rimos, bebemos, somos, não somos, estamos, ficamos, casamos, escolhemos, flertamos, compartilhamos, somamos, dividimos, crescemos, subimos, descemos, comemos, dormimos, ensinamos, ignoramos, falamos, andamos, aprendemos, erramos, criamos, escovamos, vestimos, individualizamos, multiplicamos, socializamos, unimos, atrasamos, vencemos, corremos, arriscamos, podemos, perdemos e sonhamos.

sozinhos não somos nem metade do inteiro que existe.
as propriedades do ser, destroem a prioridade do todo.
sem inter-relações há corpo sem alma, energia morta
viver é inigualável interação num processo bem maior.


como não amar? como não perder-se na solidão?

and when it stops it stops
my heart stopped beating...

mardi 1 mai 2007

superlativo do ridículo!

a falta do nada me enche de adjetivos,
metáforas e de ar supercomposto que

me tonteia diante do mundo mas me
impede de cair diante dos semelhantes
que compõem, dispõem e propõem
esta devastada e desajeitada realidade.