jeudi 28 décembre 2006

pequenas dificuldades

venho reparando, com todo esse tempo que tenho passado em casa,
que nutro um verdadeiro ódio por abrir portas.






talvez seja um grave indício, uma forte comprovação de que sou mimado.


pois soa esquisito um ser humano ter ódio de abrir portas.

explico, no entanto, que é tão mais fácil, agradável e satisfatório
poder apenas empurrar uma porta, sem necessidade de
qualquer toque e giro de maçaneta!

sim, a maçaneta pra mim pode ser o símbolo, o significante,
a representação real e palpável de dificuldades impostas pela
vida, pelas pessoas, pela preguiça, pelas atitudes erradas,
por tudo que tenha um forte potêncial de ser um pé no saco,
uma pedra no sapato, enfim...


o caso só não é pior, por que comecei a reparar este
inusitado ódio por uma porta interna da casa que não possui chave.

com chave, o caso torna-se grave à décima potência.
soma-se à dificuldade de localizar a maçaneta com a mão,
tocar a mesma e por fim girá-la, a chatice de achar a
chave, encaixá-la com destreza (e na falta dela, a
impaciência pode ser fatal)
girá-la por mais de uma vez
(dependendo da insegurança de seu comprador/instalador),
para enfim girar a redonda, quadrada, longilínea,
cumpridona, de metal, cristal, plástico, ou seja lá do que for, maçaneta!

há os raros casos em que após girar a chave até o final,
basta forçar um pouquinho mais para destravar a maçaneta e
conseguir adentrar onde quer que se tenha desejo.

este que vos escreve, assim como qualquer outro homo
sapiens, tem um pensamento voador, que acaba de pairar
sobre as maçanetas e fechaduras virtuais.

chego também a conclusão que nada é mais satisfatório,
virtualmente falando, que um login gravado no micro, onde
não precisamos digitar e-mails, nicks e senhas macabramente
alfanuméricas para se ter acesso ao portal de informações,
à correspondências, ao direito de invadir a vida alheia,
publicar a nossa vida, ou ainda atravessar continentes.

pensando nisso recordo-me que neste servidor de blogues
nunca consegui gravar minha senha para livre e calmo acesso. toda tecnologia apresenta falhas.

encerro por aqui antes que me irrite com qualquer pequena
dificuldade em postar esse texto.
durmam bem queridos, tudo vai dar certo! ;)

o júri chegou a um veredicto?

finalmente saiu o veredicto.

[[o réu tem preguiça de ser ele mesmo.]]

o réu tem preguiça de ser ele mesmo?????

sim, eu tenho preguiça de ser eu mesmo, ou preguiça de ser quem eu acho que sou.

ou prefiro me comportar como um dia já fui.

quem sabe se num é preguiça de ser alguém q carrega 22 anos cronológicos sobre as costas e mais de 80 psicológicos na cabeça.

um louco não se reclusa para ser normal, mas para ser mais louco do que jamais ousou ser na frente dos outros.

bom, seja lá o que for... este tormento precisa parar.

posso culpar as explosões químicas do meu corpo.
posso culpar a minha falha alimentação.
posso culpar o raio que me partirá!

culpo a preguiça, a gula, a inveja e seus outros 4 amiguinhos que eu sempre esqueço quais são, mesmo tendo acabado de ler uma obra de zuenir que os cita mais de uma vez.

durmo sobre os livros...
durmo antes das últimas cenas de filmes, novelas...
durmo antes de acabar a matéria da revista...
só falta dormir antes da última garfada.
mas como disse verissimo, o sexo passa, a idade passa, a saúde passa, só não passa a fome.

não me faltam idéias para escrever, mas agora todas resolveram me abandonar, talvez como castigo para o meu descaso com elas e caso com a preguiça que vem protelando este momento há umas boas semanas.

enfim, o balanço do ano vai indo tão bem quanto a arrumação do meu quarto... 0% loaded!

it's great, don't u think?

sejam felizes e bêbados pelo menos enquanto durarem os fogos

(altos o sufuciente para nos fazer surdos perante os problemas pessoais, coletivos, naturais e alheios, e também belos o suficiente para nos fazer cegos aos mesmos, e ouso dizer que ainda são sufucientemente fortes para dominar o pulsar dos corações e nos fazer emocionalmente aleijados para sentir qualquer outro sentimento que provoque outra reação senão sorrisos e até lágrimas de alegria)

entremos em 2007 com um excelente humor, e que sejamos capazes de mantê-lo durante cada segundo deste novo ano de número 9. pen.último deste ciclo.
à bientôt para quem ousar viver mais um ano, e au revoir, para quem for indepentente o suficiente para tomar as rédias de seu próprio destino!