doente.

o tempo tem me escapado
a tua falta tem me irritado
a minha falta tem me castrado.
não sei remediar com dor
não aprendi a corrigir o curso que vida segue
pelas decisões e faltas que cometemos
e levo a dor como livros arrastados por um cinto
a cada dia empilho mais angústia, subo mais um buraco
e aguento mais peso até não encontrar mais esquinas
onde seja possível dobrar a mente e fingir por um quarteirão que nada tem acontecido
nem abraços, nem olhares, confidências ou abrigos.
enquanto nada prova nada, as perguntas não se encaixam e as respostas fogem pro outro lado da ilha.