samedi 15 mai 2010

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sometimes i think i`m too stupid to live, or too idiot to die!

jeudi 6 mai 2010

Quem gosta posta!

As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase.
A Flor e A Náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cizenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase.

Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam pra casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond de Andrade

jeudi 22 avril 2010

under construction

há dois tipos de sementes(entre milhões de outras) nas mentes dessa gente(e me incluo neles).
alguns convivem bem com as duas(essas que me levam a digitar hoje e que mencionarei abaixo).
outros peferem podar uma e deixar florir outra.
ainda há aqueles que não sabem se por dever ou 'querência'(não entrando no mérito da vontade aqui) arrancam uma pela raíz e deixam nascer a outra, com suas devidas(?) podas sazonais.

Eu, ainda não organizei um número de palavras consideráveis e bem ajambradas sobre o assunto, e como tenho urgência e um pouco de exagero(seja pro lado que for + ou -) em tudo que faço, não me aguento até conseguir tecer um texto a respeito e logo me adianto soltando aqui o mínimo que atingi. Seus significantes na minha cabeça.

Alguém aí, já pensou sobre a Arrogância e a Auto-interrogância que carregam dentro de si?
(notem que auto-interrogância é um significante atribuído por mim e que não tenho registros de tê-lo ouvido, nessa exata forma, somente, nunca antes nesta vida).

Dificilmente o holofote que nosso cérebro projeta em nossos ouvidos, olhos e boca, terá como iluminado ambos. Ou bem nos comportamos como arrogantes, frente a algo, ou bem sufocamos essa arrogância por interrogações que nos levam a ações mais agradáveis.

Sem mais sobre o assunto... por ora.
Quando minha arrogância tomar a frente novamente, quem sabe quantas linhas mais terei para contribuir sobre o assunto!?

E quanto ao tempo que despendemos com cada uma de nossas faces, o quanto isso afeta no maravilhoso resultado final que é o indivíduo constantemente atualizado, para o bem ou para o mal, a cada instante que pode medir até [(quem sabe?)+(se pararmos para fazê-lo)] a velocidade máxima que um obturador dos mais modernos consegue alcançar?

pense no seguinte.. nunca paramos para pensar. Só pensamos. Nunca paramos (ou só paramos uma única vez, para nunca mais!).