jeudi 23 mars 2017

não linearidade.
acessos a eus q não chegaram, que já passaram.
tempo empilhado, ciclos, alternâncias, palíndromos e ambigramas.
dois lados, todos os lados, o que é lado?
fumaça e imersão. expande, dissipa, envolve, ocupa.

linha do tempo pessoal.
já parou pra sobrepor a história da humanidade, da tecnologia, das artes, do entretenimento à sua?
já parou pra desembaraçar a sua história?
numa exposição de arte, me pego observando a linearidade temporal das criações, sobrepondo vidas, territórios, tentando entender onde estavam, com quantos anos, em que momento, com qual sensibilidade?
retratos de tempos que passaram... será? bootstrap, retroalimentação, referências, movimentos, coleção, absorção...

validade ou validação?
significâncias ou significados?
nada prova nada! e aquilo de que se tem certeza, pode dissipar ou expandir.
era mais ou não é mais nada.

quando?

pega um papel e 15 minutinhos lineares, q podem ser 3 horas também. depende de como se conta.

escreva aí, numa coluna, de 69 a 99. siga de 00 a 39, ou até onde quiser.
próxima coluna.
marque o zero no seu ano de nascimento... siga crescendo até hoje ou até quando quiser.
lembra do ano q se formou no colégio, marque a série e volte até o ano em q entrou na escola (quando e quanto mudou de escola?). nessa coluna complete com demais formações, cursos, faculdades...palestras marcantes...
próxima coluna, empregos...
próxima, locais q habitou...
namoros.... amizades.... viagens.... marcos da memória viva, q tem cheiro...
morte dos queridos... nascimento dos importantes.... marcos históricos, presidentes, tecnologias (quando e qual foi seu primeiro celular?), séries, filmes....
siga na infinidade de informações que lhe convir ou acalentar...
faz sentido esse tempo q não para pra ninguém, q não começa nem termina, mas oscila?
quem é vc hoje e o quanto é produto ou produtor do que te cerca, do que irrita, do que te exalta, do que te faz vibrar ou urrar?

surtos q se encaixam, a madrugada e o filme...
e o dia que partiram e A Chegada!

------

aflição é o desvio da atenção da orquestra toda para um único instrumento.
E a gestalt taí. ensinando que apesar das partes, existe o todo e vice-versa.
quando estiver aflito, expanda o pulmão e a visão.
tem mais grãos sob seus pés que apenas essa pedrinha que você se apegou e tá apertando aí na sua mão suada agora!
relaxa e extrapola! desconfie de que possui apenas 2 olhos. o sentido sobrepõe a ferramenta.

mardi 4 octobre 2016

textão de privilégios e direitos


alerta textão!
(work in progress)

Quando se nasce em uma família de privilégios, de quaisquer tamanhos, existe uma tendência da naturalização desses privilégios enquanto direitos merecidos, e dos direitos básicos enquanto privilégios herdados. O acesso a educação de qualidade é um direito básico convertido em privilégio daquele que pode pagar. A saúde, através do plano pago, idem. Segurança para ir e vir é direito básico particularizado, privatizado, pago. Seja em condomínios, na porta da escola, do aeroporto, estações de metrô ou rodoviárias, na porta dos shoppings, do restaurante, o segurança da rua, que cuida para que não violem os carros, o carro blindado. O bom advogado. Direitos pagos, portanto privilégios de quem pode pagar. O ir e vir sem necessidades, o consumo diário sem contar moedas, a vaga garantida em empregos, em universidades, o ter voz, ser ouvido, o respeito, a insuspeita, a permissão de entrada em lugares, as viagens, compras extras, comida e roupas da moda, o conforto, o acesso a tecnologias e informações, conhecimentos, outras culturas, a multiplicidade de opções, escolhas, a compreensão da lei, a interpretação tendenciosa da justiça, são privilégios garantidos por mais que o dinheiro, mas muito por conta dele. Do asseio, da imagem, do comportamento espelhado no entorno que ele proporciona.

Privilégios entendidos como direitos merecidos.
E nessas inversões, os desprivilegiados, também dos direitos básicos, tornam-se figuras, no espelho da ganância, vilanizadas, usurpadoras, aqueles que ameaçam direitos e privilégios apenas por não os possuirem e por eles lutarem. Malandros, preguiçosos, bandidos, ladrões, violentos, avarentos, desejosos do que não tem, porque o estado não provém, e garante que nunca terão. O privatizar aumenta a fenda, aumenta o abismo, fortalece a manutenção dos privilégios através da manutenção da miséria.

A precarização de serviços básicos é um programa de governo que enterra massas (minorizadas pelo poder do capital) com falta de estrutura e mantém minorias privilegiadas (masterizadas pelo poder de compra) como pagadores sorridentes do que deveria ser gratuito e direito de todos.

A arrecadação do Brasil atenderia a todos, a mais programas inclusivos, a dignidades e acessos, se a bacia não tivesse furada pelos desvios, se o dinheiro público não fosse entendido como menor que o privado, como aquele que se destina aos menores, logo não precisa servir ao que se propõe, afinal o povo nem sabe porque vota, quais são seus direitos. Desvia-se o rio que ninguém vê, desmata-se a floresta que ninguém habita. O poder e o controle da magnanimidade de um país cujas dimensões são imensuráveis ou pouco concretizadas na construção de um pensamento popular, leva a um sequestro de riquezas que pouco se tem clareza das aplicações.

Esse sequestro dos valores, do investimento no básico, produz os meritocratas desumanos, que reclamam sentados em seus carros, aconchegados em seus tetos confortáveis e adornados, dos programas que não atendem à manutenção de seus salários e consumos. Também produz alienantes crendices que colocam entidades religiosas em papéis de usurpadores de uma massa pouco crítica, enriquecendo charlotonices espirituais em nome de uma salvação da miséria gerada pela própria manutenção dos privilégios.

Salva-me de ser aquele cujas políticas do país criou e estampou a vilania como saída natural à sobrevivência.

Anotações de memória dos últimos tempos, das últimas lutas.
Entendimentos carentes de respostas concretas, mas em constantes atualizações e reformulações.
Com tempo as atitudes podem mudar, ser diferentes.
Vamos fazendo com consciência e busca por justeza (porque justiça já virou outra coisa).

Alerta o textão chegou ao fim!
atenção sempre!

Para ler tb
https://awebic.com/democracia/ninguem-e-a-favor-de-bandidos-e-voce-que-nao-entendeu-nada/

dimanche 26 juin 2016

pá de tempo - aterro e sufoco

2 anos sem postar jamais serão 2 anos sem pensar, sem viver, sem querer dizer muita coisa.

Acho que não tenho escrito por falta de filtro, foco e vontade de organizar os pensamentos.

me sinto afogado, quase o tempo inteiro. intervalos de leveza recheados com finas camadas daqueles momentos de cabeça pesada, pós piscina, ouvidos cheios d'água.

Então vasculho baús digitais e encontro isso:

:  logo logo é um tempo que não existe
o tempo não é linear. é empilhado, lembra?!
vc é agora o que sempre foi sempre. o mesmo de todos os frames (como num filme) sobrepostos
a vida só acontece pq nossa sensibilidade é fraca e não acompanha mta coisa de uma só vez
então vamos pescando na sobreposição dos segundos, um galho pra nos agarrarmos


otaviomoreira:  aajahahahha
cara
vc é mto doido
ahahahahahaa
pior de tudo
é que faz sentido

 :  tudo faz sentido, quando se escolhe as palavras certas

a abstração não faz o menor sentido, mas experimente metaforiza-la, ou exemplificá-la e Voilà!!! a imaginação cria as imagens e conseguimos entender o sentido inexistente através do abstrato comparado.
hahahah
chega né



Não sei se já havia postado aqui antes, nem quero parar e procurar, mas o fato é que essa teoria do tempo empilhado faz – sempre que a encontro – muito sentido.

E serve absurdamente, nesse momento, pra exemplificar minha sensação de sufoco.
A pilha do tempo de soterrou.
Sei que não estou no mesmo disco do presente, mas consigo vê-lo e saber que a pilha avançou.

Então me sinto esmagado, ali em algum momento do passado. Sentindo tudo, todo esse peso de tempo que se sobrepôs ao momento onde ficou minha cabeça - que não sei muito bem em que ano está, só sei que não está no agora, nem parada em um único tempo - acho que se espalhou feito gema mole por uma pá de momentos e anos passados. E feito lava se esparramando, a angústia aumenta. ¬¬'

E aí penso nessa solução pra tudo, a maior parte dos lúcidos momentos do meu dia.