mercredi 23 janvier 2019

2018 d'escrito

Tenho pensado muito sobre como parei de escrever, o quanto isso me afeta, o quanto eu deixo de cultivar pensamentos e afinar afetos.

Aí eu volto aqui no meio das crises de ansiedade e me releio, me compreendo um pouco mais e consigo respirar melhor, então vou embora dormir.

Mas a verdade é que eu não parei de dar umas escrivinhadas por aí. Elas só mudaram de mídia, pq o computador foi se tornando tão profissional que o lado pessoal agora habitas sofás e telinhas na palma da mão. Então num lampejo de ansiedade, resolvi olhar umas fotos do instagram, revisitar a mudança pra São Paulo, tentar entender o quanto vivi ou deixei de viver nessa cidade, o que registrei, o que curti, quanto gozei. E foi nessa investigação que encontrei uns d'escritos que poderia ter sido mais densos, maiores, ou só desse mesmo jeitinho como legenda de fotos por lá.

Acho que afinal os mosquitos realmente vão pra onde estão os holofotes, né?

--- 12 de janeiro de 2019

um dos fascínios mais bobos da relação niterói x rio pra mim, é a percepção das interações entre as montanhas daqui e de lado vistas da orla de são francisco e charitas! 😍
a outra q não está nessa sequência, e q nunca consegui registrar de fato, é ver o MAC como uma possível igreja qdo em determinada curva da praia das flexas, um alinhamento possível só dos bancos altos dos ônibus centraliza o cristo redentor, como se pousasse bem no centro do telhado do mac, em proporção de cruz de topo de igreja! paróquia da nossa senhora da indiscutível arte contemporizadora das crenças chulas e fés de açúcares mais garridos!


--- 23 de dezembro de 2018

E em 2019 vou emanar bastante arco-íris pra enviadecer os conservadores fiscais de cu que não lavam suas próprias louças nem roupas, seus próprios cus, nem seus próprios paus e querem enfiar-se nas liberdades alheias!!! mal passam suas próprias roupas, nem cheques, mas colhem seus próprios laranjas pra foderem-se em seus lugares! pq nem isso fazem! não fodem! só atazanam a existência alheia mesmo!

a deus, seus cegos fiéis seguindo podres profetas!

--- 8 de novembro de 2018

Escrevi uns acrósticos poéticos também - https://www.instagram.com/elenaosuporta/

#elenaosuportapoesia

Enlouqueci
Loucamente.
Esperava
Nada
Além.
Ostracismei-me

brincando ofereço meus fracassos ao mundo.
ainda espalharei lambes de cola ou linguaradas por aí!

--- 4 de novembro de 2018

se vc trabalha somente pra manter seus privilégios e proteger só as suas posses, vc trabalha para a manutenção da miséria.

vc é quase um parasita social. trocando seu tempo por coisas e valorizando ter mais coisas em contrapartida da pobreza e miséria alheia! não há bolha pessoal q não interfira na vida social, de todos! o mercado de luxo e o mercado do medo, ou de segurança e de proteção dos seus bens, mantém um sistema que de alimenta de vidas cada dia mais desgraçadas. E pra completar, o Brasil elege um fascista pela defesa de uma instituição falida e fadada a fechar-se pro mundo: a família que crê numa moral divina operada por oportunos homens sedentos por poder e manipulação, que desejam repelir ou apagar quem se oponha ao seu projeto de dominância.

a realidade é um delírio. uma alucinação coletiva navegada, entalhada ou escrita por uma "suposta" maioria delirante ou convencida. que aponta a arma para outras vidas, repetindo um discurso como quem balbucia uma música que mal entende, levado pela dormência de uma vida medíocre, distante da liberdade de um pensamento crítico.

--- 14 de outubro de 2018

Trechos de tentativa de não surto, postado no medium (que traição ao blogger... hahaha) https://medium.com/@bint/tentativa-de-n%C3%A3o-surto-xiii-b03f208f675c

 Não coloque sua religião acima de todos os outros cidadãos. Somos 220milhões num país de extensão continental. A pluralidade deveria ser nossa maior riqueza, portanto não enfie seu deus e suas crenças em ventres alheios, não impeça o amor entre duas pessoas porque sua moral filosófica/espiritual foi catequizada em nome de um ser supremo cuja voz só se ouve através de outros homens. Amar a todos como a ti mesmo não é amar somente aqueles que são como você, que concordam com você, seu espelho e sua fôrma de concessões e acordos sociais. Aprenda o amor que dá espaço, que regozija na liberdade do outro, que dialoga para crescer junto. Amar a todos como a ti mesmo é nutrir um amor pelas diferenças, suas, internas, e dos outros, alheias e plurais. É aceitar-se plural e amar a pluralidade no outro. Se algum catequista lhe convenceu do contrário, reveja essa intermediação entre sua fé e seu deus.
[...]
A corrupção não tem nada a ver com o dinheiro, tem a ver com o corrompimento de seres humanos, como eu e você, que, empoderados por seus cargos, desviam sua moral do foco que deveria ser a garantia de bem estar e dos direitos da população que de alguma forma os elegeu. E seu candidato que inflama de ódio tantos agressores, já está corrompido no desamor e violência que aprova contra as diferenças, os diferentes, como eu e como você também.

a partir de hoje eu viro uma ostra em processo de detox de facebook, instagram e whatsapp. estarei pelos cantos ouvindo alegria alegria.

Desejo que sobrevivamos até o dia 28, e que aprendamos muito com esse processo, para seguirmos vivos depois desse segundo turno. Pq os remendos aos feridos e machucados vão precisar de muito mais que uma ceia de natal para sararem.

--- 8 de outubro de 2018

Trecho de Preciso falar, preciso ouvir, postado no Medium - https://medium.com/@bint/precisofalar-precisoouvir-b14198661ec8

Afora a natureza que nos abarca, da qual somos animais integrantes e como outros, também responsáveis (ainda q errantes) pela manutenção do ecossistema, todo o resto foi convencionado pelo ser humano. As leis que obedecemos e questionamos, o dinheiro que usamos e produzimos com suor de nossos suvacos, a dormência de nossas bundas sentadas ou a dor de nossas pernas cansadas e os calos de tantas mãos atarefadas, as modas que seguimos, as. escolhas, encolhas, cidades, ficções, mentiras, memes, a história é vivida e escrita pelo homem, pela mulher, pelo ser humano!

E girando em torno de um astro incandescente, habitamos essa pedra que mais água tem que terra e que gira no próprio eixo enquanto comporta quase 8 bilhões de indivíduos (todos fecundados por um óvulo e um esperma e geridos em um ventre, t-o-d-o-s nascidos das mulheres) divididos em centenas de nações, falando e vivendo milhares de idiomas e culturas que se entrelaçam e evoluem da mistura, do respeito, da busca pelos pontos de harmonia!

--- 26 de agosto de 2018

seria de.mo.rar a morada d'um tempo que não passa e que matura sem aturar o atrito ordinário do cotidiano? vez ou outra explode em mim um demorar aflito pra ser entendido! afoito pra ter existido! quase como uma foice que rasga sua saída, um broto que nem lembra que foi semente, buscando uma síntese qualquer na luz dos olhos alheios!

--- 27 de julho de 2018

abrace sua transformação nesse eclipse!!

--- 6 de junho de 2018

svuvs - se vive uma vez só
usvuv,su - usted solo vive una vez, solo una(rs)
ovsuf - on vivre seulement une fois! (rs2)
yolo - you only live once
92 dias de sp
frio
idas ao rio
3 'casas'
still no job
trying to stay cool
and keep things magical
tough decisions brings new horizons and unknown feelings
quando tá escuro e ninguém te ouve
qual seu grito de guerra?
que vela ce acende pra luz brilhar refletida nos seus olhos?
que perguntas o espelho te faz?
de quais ce foge e pra quais se borda respostas?
quando transborda o medo, que abrigo te aquece?
quando a rua esmaga, em que esquina te entregam o panfleto do teatro mágico-entrada só para raros?
que peito anseia teus sufocos?
que anseio peita suas incertezas?
que insônia brota do teu corpo?
que travesseiro afaga teus medos?
e onde afia tua lâmina que separa o louco da realidade?
sei lá, mil noites de insônia
mil coisas
mil jeitos
e a milenar dúvida sobre-viver.

--- 22 de maio de 2018 - pós festival path com palestra do indiano Sri Sri Ravi Shankar.


no meio do caos e do céu nublado, pare, respire e sorria! você já tem o que precisa para estar feliz.

--- 30 de abril de 2018

a vida se põe o tempo todo!

--- 20 de abril de 2018

fazendo bainha. atualizando a poda. aparando umas ideias!

A semana começou pesada - tentei uma sessão de selfools pra amenizar a insônia, ansiedade, solidão. Amanheci derrubado pelo resfriado trazido pela queda de temperatura. Uma tosse irritante desse tempo seco de são paulo, uma catarreira de arrancar o nariz a cada espirro. E a vontade de escutar, curar e cortar o cabelo tava ali buzinando no meu ouvido. Corto o cabelo há mais de década e, mesmo que não faça nada exemplar ou com muita destreza, considero esse um momento de encontro, de eixo, de encarar a auto confiança, reavaliar a auto estima e acima de tudo, calibrar o bom humor... pq se der merda, no mínimo darei boas risadas.

Cortar o prório cabelo, pra mim, é um processo de aparas. Passo uma semana acertando arestas que não tinha percebido. É se enxergar de ângulos que só os outros conhecem. É jogar com espelho, com a tesoura, conhecer a própria nuca. E desse processo sempre saio acreditando um pouco mais em quem eu sou e no que posso tirar ou compor nessa vida.

É o momento de música alta, tesoura de microfone e bobeira total, mas é solitário e todo meu. Um tempo de companhia própria, reconexão sem testemunhas. Bom... a menos por esses registros que senti necessidade de postar. Em 20.04.2018, talvez tenha feito - não recordo ao certo - 14 anos que vivi essa primeira experiência. 2004 - 2018.


vendredi 18 août 2017

temofomo ou tamofu

temo que o pior da vida seja a obrigação de vivê-la todo dia. ou seria o melhor?
mas e o como se fosse o último dia?
isso é coisa que pesa.

leveza pra mim é pensar que em qualquer dia, seja o último ou não, cabe preguiça, cabe devaneio, cabe acaso ou aventura, amor ou suor de tesão, pé frio e banho quente, louça suja - pq não? - e aquela bagunça que ignoro por litros de tempo.

cabe a penteadeira, cabe música chata, cabe música que alegra os músculos e faz as articulações lembrarem o que é vida, mas bem perto disso tudo cabe aquela urgência que sufoca.

acabei de ler e aprender que temo o fomo, além de temer que o temer continue por mais tempo a destruir o país - e veja bem, a maior destruição, que pouca gente dá bola, não é o que ele faz, mas o que ele permite que outros se sintam no poder e no direito de fazer, é o mal exemplo passando por normalidade aceitável, normatividade. FUCK.
toca antony and the johnsons. há 450milênios não ouço essa voz tão acariciadora de medos e dores e bam! o shuffle do spotify da lista recém criada a partir da rádio automática da música Feeling Good traz esse rapaz de volta à memória. Engraçado que venho pensando em fazer uma lista de artistas musicais e bandas que minha memória alcançar - isso mesmo, sem consultas - e tenho quase certeza q não lembraria do antony. =/ triste, né? fiquei!


E o fomo?




Fear of missing out, é esse óleo de motor velho e queimado que faz a vida ter um desempenho pior do que poderia. é o se importar demais com a consciência de que existem 7 bilhões no mundo, uma coisa meio amélie poulain que se diverte contando orgasmos ouvidos pela noite da cidade luz, só que mais doente, mais dormente.

é o medo da mediocridade. medo de que amanhã tenha um show dos novos baianos (e vc ainda não conseguiu ver nenhum) e vc não tenha dinheiro pra ir. E amanhã - que é hoje, pq já virou a zero hora do relógio - tem mesmo e o dinheiro falta de verdade e isso dói, mas não como o FOMO.

O fomo seria melhor ilustrado se o show fosse nesse exato momento e eu tivesse a certeza (incerta, pq seria só uma alucinação da minha cabeça) de que todos os meus amigos mais queridos, conhecidos de bar, boas prosas e os mais gatos e alternativos, politizados, e possíveis futuros maridos e solteiros estariam se divertindo pra caralho, agora mesmo nesse show.

é o medo besta de que a sua vida ordinária está sendo desperdiçada com esse texto enquanto se descobrem coisas incríveis!! Sei lá, tipo curas pra idiotia humana, pro câncer, pra aids e a erradicação completa dos pensamentos nazistas e fascistas, tudo ao mesmo tempo agora e você não é parte de nenhuma dessas grandes mudanças.

é estar preso numa noite nublada em dia de eclipse lunar, ou de blue moon ou daquela lua cheia vermelha maravilhosa.
certo! tudo existe de forma muito mais bonita na nossa imaginação. E não presenciar, portanto, essa hipérbole da realidade idealizada, é dado como crime gravíssimo e tem como castigo a mais profunda e imensa sensação de insignificância e falta de sentido em continuar vivendo.

como disse no início

temo que o pior da vida seja a obrigação de vivê-la todo dia como se fosse o último dia ou como se precisasse ser o melhor.

a ficção alimenta os ideais e contraideais de vida, mas as redes sociais, alimentadas por nós, potencializam a farsa. e vice-versa ou vice-verso, que no caso parece o melhor a se fazer.
a leveza exige um power off, um fail to connect, um reboot de atenções.

um monotasking tal qual um lavar de louças. um talher por vez para não quebrar os pratos que giram em nossos ombros e cabeças, amparados por varetas que desconhecem verdades.

para tudo. olha pro teu sul. ⬇

e tenha certeza que ele está em solo seguro. ainda que parado numa pedra que roda pelo espaço enquanto dança faceira com uma pedrinha satélite.






aproveito e recomendo essa série, essa música.

jeudi 23 mars 2017

não linearidade.
acessos a eus q não chegaram, que já passaram.
tempo empilhado, ciclos, alternâncias, palíndromos e ambigramas.
dois lados, todos os lados, o que é lado?
fumaça e imersão. expande, dissipa, envolve, ocupa.

linha do tempo pessoal.
já parou pra sobrepor a história da humanidade, da tecnologia, das artes, do entretenimento à sua?
já parou pra desembaraçar a sua história?
numa exposição de arte, me pego observando a linearidade temporal das criações, sobrepondo vidas, territórios, tentando entender onde estavam, com quantos anos, em que momento, com qual sensibilidade?
retratos de tempos que passaram... será? bootstrap, retroalimentação, referências, movimentos, coleção, absorção...

validade ou validação?
significâncias ou significados?
nada prova nada! e aquilo de que se tem certeza, pode dissipar ou expandir.
era mais ou não é mais nada.

quando?

pega um papel e 15 minutinhos lineares, q podem ser 3 horas também. depende de como se conta.

escreva aí, numa coluna, de 69 a 99. siga de 00 a 39, ou até onde quiser.
próxima coluna.
marque o zero no seu ano de nascimento... siga crescendo até hoje ou até quando quiser.
lembra do ano q se formou no colégio, marque a série e volte até o ano em q entrou na escola (quando e quanto mudou de escola?). nessa coluna complete com demais formações, cursos, faculdades...palestras marcantes...
próxima coluna, empregos...
próxima, locais q habitou...
namoros.... amizades.... viagens.... marcos da memória viva, q tem cheiro...
morte dos queridos... nascimento dos importantes.... marcos históricos, presidentes, tecnologias (quando e qual foi seu primeiro celular?), séries, filmes....
siga na infinidade de informações que lhe convir ou acalentar...
faz sentido esse tempo q não para pra ninguém, q não começa nem termina, mas oscila?
quem é vc hoje e o quanto é produto ou produtor do que te cerca, do que irrita, do que te exalta, do que te faz vibrar ou urrar?

surtos q se encaixam, a madrugada e o filme...
e o dia que partiram e A Chegada!

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aflição é o desvio da atenção da orquestra toda para um único instrumento.
E a gestalt taí. ensinando que apesar das partes, existe o todo e vice-versa.
quando estiver aflito, expanda o pulmão e a visão.
tem mais grãos sob seus pés que apenas essa pedrinha que você se apegou e tá apertando aí na sua mão suada agora!
relaxa e extrapola! desconfie de que possui apenas 2 olhos. o sentido sobrepõe a ferramenta.