dimanche 13 novembre 2011

NZT - transforme-se!


Acabo de assistir Sem Limites (limitless), o filme, e me resta uma pergunta - que talvez tenha impregnado a cabeça da maioria dos espectadores - "E se fosse comigo?".

Não falo da droga, a possibilidade da posse de algum medicamento como aquele, nem me passa pela cabeça. Surreal demais (que uma coisa dessas, ainda que exista, caia nas minhas mãos). Mas e se fosse possível atingir um nível de atenção, inteligência, objetividade, compromisso e concentração tão amplo quanto àquele do filme? De maneira natural, é claro?
Afinal, tudo parece tão absurdamente vazio e sem sentido, daqui, do meu posto, do mirante d`onde vejo o tempo, irreparável e irrefreável, avançar uma unidade de cada vez.

(*suspiro*)

Então começam os planos, os métodos através dos quais, poderia vir a ter um pouco mais de atenção (quem sabe até dobrar a que tenho hoje), comprometimento, rédeas, objetividade, inteligência... quem sabe?

Listinha mode:on
- parar de fumar
- aprender a beber (o suficiente pra ficar desinibido, leve, mas não embriagado)
- começar a correr, fazer exercícios (praticar alguma atividade que me traga prazer pessoal - corrida traz um pouco - deve ser a serotonina, adrenalina, ou qualquer outra química dessas que nosso corpo produz pra satisfação e bom funcionamento próprios.)
- dormir cedo
- acordar com o sol
- arrumar o necessário
- descartar o desnecessário
- aprender a me dedicar a algo que não beneficie só o meu umbigo
- controlar a ansiedade
- tentar ser mais sincero comigo
- ter mais confiança nos outros (e em seus julgamentos)
- aprender a não julgar tanto (mas nem por isso voltar a ser ingênuo)
- externar monólogos internos (mesmo que o diálogo seja bate-volta no divã de um analista)
- ser mais objetivo (e não tão subjetivo e disperso em assuntos, funções e interesses como sou hoje. veja bem, interessar-se por uma cartela pra lá de plural de assuntos nunca foi negativo, mas querer dominar todos e me sentir na obrigação de ter conversa fluente com qualquer outro ser conversador, só me levou, até hoje, a consumir e acumular fontes que me desinteressam em 3 linhas ou 40 páginas)
- aprender a respirar melhor (e a controlar isso)
- meditar
- conhecer melhor meus limites, meu corpo e cuidar dele
- saber ouvir
- melhorar a alimentação
- controlar os sentimentos
vou parar por aqui, senão começo a ficar repetitivo demais, iludido ou zen demais pro meu gosto. (e disperso no assunto principal, que é aumentar a quilometragem por litro)
O fato é, dessa lista pequena, sei o que consigo, o que posso e o que devo fazer, mas não começo. Por quê?

Não sei dizer, mas quem sabe um analista soubesse.

Sometimes a clareza e consciência simplesmente aparecem, e tudo se encaixa. seus sentimentos não te traem, seu poder auto-sabotador não põe as manguinhas de fora e tudo isso dura tão pouco que ao acordar no dia seguinte você se sente incapaz até de sair da cama. Talvez sejam as cobranças, a falta de organização e sinceridade, a falta de percepção de que é necessário fazer tudo numa ordem viável. Querer devorar o mundo sem antes se alimentar, tomar um bom banho e fazer uma pequena lista de tarefas possíveis, em escala gradativa de necessidade de atenção e empenho de forças, pode ser impossível. E percebo, nos últimos tempos, que acordo com uma ânsia, uma necessidade de acordar pronto, de estar alerta, que começo até mesmo a duvidar se eu dormi. Desconfio que quando meu corpo me cobra mais de 12h de sono, o que não tem sido esporádico, é pela falta de dispersão e imersão no sono, no descanso. Posso acordar com o corpo um pouco mais relaxado, mas a cabeça, no momento em que se torna consciente, já se cobra uma 5ª marcha de cantar pneu, perder a direção e bater no primeiro poste do caminho. Dito e feito. Na primeira possibilidade de desestabilização de humor, de fragilidade, de cobrança, lá estou eu, esbravejando, querendo correr, fugir, chorar, ou tacar mil copos contra a parede.

Incrível esse estado de descontrole, emocional e químico, em que percebo me encontrar.
A percepção da situação não é nova. Tem pelo menos uns 4 anos (que reclamo me sentir um pouco menos inteligente, com uma capacidade pra lá de defasada.) Mas é novidade conseguir jogar na minha cara a falta de movimento e motivação contra essa corrente que me joguei, sem entender que era preciso nadar. Preciso me tornar oposição de mim mesmo - que redundância feia - se quiser mudar, tomar outro caminho, escrever outro presente, com uma possibilidade de futuro um pouco mais brilhante. O discurso não é acompanhado pela ação. Melhor, não tem sido.

E isso pode mudar. Com NZT, ou com um pouco mais de paciência e atitudes diárias.
Mudar não é fácil, mas o entendimento do que é dificuldade, num momento como esses - ou em qualquer outro - pode se transformar diante da força, do empenho, da percepção e do entendimento aplicados  em determinada ação, rumo a determinado objetivo.

Tudo muito incerto, mas quem disse que o impossível reside no presente? Ele é sempre protagonista do futuro, do inexistente. Tudo é possível, só por hoje, só agora, e o futuro deve ser afinado(redesenhado, atualizado) sempre ao final de cada tarefa.

Será?
Pagarei pra ver. Mas só amanhã, porque agora preciso entender que dormir é minha única opção, dentro das possibilidades de mudança que acabei de me propor. É o que me cabe fazer às 2 da manhã, com cabeça e corpo cansados, sem companhia, de barriga cheia e casa limpa.

Que amanhã seja único, como pode ser qualquer percepção de um repetido dia.


I need a dog
To feel my voice is being heard
My thoughts are being shared and my faces and looks are being seen.
I need a dog to feel I´m sharing some happiness.
To feel my loneliness have some  company.
To hear some steps besides mine

I need a dog to remind me of kindness without maliciousness,
To ask me for food and remind me I´m hungry too
To take me for a walk on the beach.

I need a dog to wake me up when there no others around
To bark better reasons to take me out of bed
and show me that life is for living


And I promisse to love him, her, or it
till the end of my days


jeudi 20 octobre 2011

A pior coisa que se pode dizer a uma pessoa querida:
"Se eu te conhecesse hoje, com essa atitude, provavelmente não teria empatia, nem a menor vontade de cultivar você na minha vida."

Isso se torna pior, quando você pensa nisso ao se olhar no espelho. Dura dois segundos, logo passa.
Resta aquela insana verdade de que somos sós, nascemos e morremos sendo os únicos presentes e testemunhas de cada segundo que vivemos. O resto está só de passagem… sempre por um tempo menor que nosso.