mercredi 18 avril 2012

BOM DEMAIS



vontade de dançar igual macumba
fazendo reverências e movimentos de cadência sacana
como se flertássemos com o universo
sorrindo pro céu e beijando a terra
gente!
ouvir 
essas palavras
e ritmos
é como sentir-se vivo.
e protegido.
e forte.


e quando bate o pandeiro do oásis de bethânia, surge uma alegria que ri da borda do nosso avesso direto pro ponto central da nossa alma.


Sabe?

mardi 27 mars 2012

avulsos soluços.



eu sou aquele que quer acender o cigarro e ligar o ar condicionado ao mesmo tempo.


--






para ascender, acenda!




para sorrir, mova-se!


para chorar, gire!


para correr, pergunte-se!


para tocar, ame!


para gritar, respire!


para amar, descubra-se!


para deixar, crie!


para durar, reinvente-se!


para bagunçar, procure!


para perder, apaixone-se!


para contar, viva! 


--


como posso amar
se giro num compasso de ilusões?


no outono me crio, no inverno me afio, na primavera me amo e no verão me julgo.


no outono, crio. no inverno, afio. na primavera, amo. no verão, recuo.


no outono, penso. no inverno, existo. na primavera, envelheço, no verão morro.


no outono, acaso.  no inverno, mormaço. na primavera, 


--


o caso do ocaso mal resolvido.


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me termino por começar um indizível fazer de estúpida crença num nada amordaçado por um pedaço de uva verde de um pé de falácias.


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caminho num sonho morto por quase 20 anos e num pé só.


pulo de quando eu quando num salgado cafezal de lucidez com as mão pro alto.


me recordo do dia em que caí, sorri e me apoiei de joelhos no céu acreditando que tudo estava num prumo de ângulo fraternal.


e me esqueço do fogo passional da loucura que é engolir palavras que o vento recusa soprar.


adio de véspera o resto que um dia foi todo naquele sonho de 1 minuto.


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sinto seu sono nos meus pés.


a carícia me acorda falando que tudo está de cabeça pra baixo.


o dia é noite de lembranças cansadas daqueles sorrisos de cuíca.


o calor me apruma numa vertigem de amor antigo


enquanto você finge dormir para eu sonhar acordado.


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me apego fácil àquilo que brilha primeiro num plano acima da língua.
descredito a dita cuja à ordem dos verbos, que aprodecem sós enquanto passeiam aflitos pelos e-mails e choramingos de um pequeno diante de uma nobre platéia.


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a moderna indizência dos sentimentos rudimentares me faz crer que nada é possível, até que se tome atitude, ainda que as placas digam que o caminho não tem saída.


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a pulância de galhos indecentemente escorradios esburracha de cara na caneta que escreve em espelhos da minha mente dizendo que nada do que parece que seria um dia foi.


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não escrevo, descrevo em despistas aquilo que queria verbalizar com sonoridade de orquestra sinfônica.


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me dê o açúcar e o afeto buarquiano que hoje vou caetanear por aí que não preciso de mim para melhorar o que não penso daquilo que retesado permanece  invadindo minhas retinas, tocando meus pés e atazanando meus ouvidos.


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até que me invente um balão, esses pesos continuarão fazendo meus pés andarem mais que minha cabeça.
e mesmo que um balão inventasse, daqueles que sobem bem alto, tenho uma certeza covarde e medonha de que meu coração permaneceria arrastando no chão, pendurado por um anzol cravejado de iscas esculpidas pelos meus tempos de menino-deus.


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sentir-se só é o início e o fim de tudo.


o fizemos enquanto batia um coração maior que a gente entre os pulmões que nos serviam de teto.
porque não o faríamos enquanto transitamos numa realidade apinhada deles?
também o faremos quando o nosso não mais bater, nem por nós, nem pelos outros, que continuarão a sentir-se sós.


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não declaro imposto de renda.
e acho que do amor, também estou isento.


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calharia um calhamaço de calmaria nesse caótico coração calado?


ou


carecia de um caótico coração curado essa cabeça cremada de causos?


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tinha um texto lindo na cabeça, sincero, de verdade.
mas liguei o som e deixei a melodia empurrar, caverna adentro,
tudo que estava enfileirado pra brotar.


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me fudi de verde, amarelo, azul e camurça de ganso albino quando decretei que a melhor maneira pra fazer aquilo era sentar o rabo no caralho do computador pra delatar a porra das ideias na tela insuportavelmente alva, calva, calma e sem alma.


ao inferno essa escapatória estapafúrdia.


ao que tudo indica, vocês vêem signos onde vejo só sons, cores e a anti-matéria, virtualizada em eletricidade, do meu ser.


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e pra quem tem uma paixão caduca, dissimulada e não dita pela covardia, 5 segundos de arroto é um gozo sublime.


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é sempre assim.
começo dançando, passeio sorrindo e termino regurgitando o azedo da vida que eu mesmo produzi.


e durmam bem.


que amanhã começarei de novo.


num looping contínuo que um dia cansará e cessará.


e nunca se esqueçam do que eu disse na primeira linha.


até mesmo você que não existe.


[e tudo é resíduo dessa mediocridade covarde do medo de não ser como o esboço sináptico.]


dimanche 4 décembre 2011

reflexos de um outro :)(: ortuo mu ed soxelfer


de que adiantaria uma existência sem arte no olhar?
sem a parte do amar?

somos a metafisica de um corpo real e imaginado em constante simbiose sensível com o áspero surreal em que nos encaixamos.
tudo pré-fabricado ou artesanal que nos cerca, ganha sentido pelos nosso imaginário.

do flerte ao adoro ver-te verde ou verde flerte, só somos quando o ingrediente extra do olhar amaciadamente imaginativo está presente.
ousaria até dizer que está no comando.
Como repito pra mim, e recordo-me que falo isso desde sempre(veja bem, sempre é muito, mas digo sempre porque minha memória não vai tão longe, e mesmo que fosse, talvez sentisse a presença dessa filosofia do olhar na mais antiga memória que conseguisse alcançar.) não nos relacionamos com o mundo de maneira direta, mas através de lentes ora coloridas, ora cinzas. Lentes da sensibilidade.
Alguns apenas possuem lentes cartesianas, com um cruel grid que pifa ao menor desalinho dos planetas, suponho eu.

Mas estava dizendo sobre nossa incrível coleção de lentes, sempre enriquecidas pelas trocas culturais, guturais e audazes com os outros ou outros mundos. (configurando aqui "outro mundo" qualquer esquina desconhecida a 500m ou dois passos de onde transitamos com maestria - e vale ressaltar que mesmo a transitação repetida milhões de dias nas últimas memórias que consigo acessar, ainda não consigo atingir a destreza necessária à maestria na maior parte desses chãos cujos centímetros, por milhas acumuladas, deveriam ser íntimos dos meus pés, os dois.)

Somos nós + todo o resto. em nós reside a capacidade de criar, em todo o resto vemos a multiplicação falha e obtusa de metafóricos cacos de tudo que os outros criaram, hoje e no sempre que nos precedeu.

m`invade a angústia da lama copy+paste em que nos encontramos nessa época { séc XXI - 2011 - virtualização da sociedade e de sua compreensão enquanto múltipla e povoada - revolução tecnológica midiática } de transformações competindo com os velocistas mais cruéis que habitam as savanas africanas e os trens mais inacreditáveis produzidos em terras cujas mentes coexistem em crânios de olhos puxados.

porém também me trago à luz do pensamento uma vaga idéia de que essa sensação possa ter habitado qualquer outra cabeça de outro tempo civilizado, por achar que por não conseguirmos(nós, raça humana, since the beggining) adivinhar o que vem pela frente, ora pois, não concordas que agora sempre alcança o ponto mais alto do termômetro? E a sucessão de 'agoras' que sempre batem recordes nos levam a aumentar cada vez mais esse termômetro, implodindo assim as verdades medrosas de um futuro impossível e os recalcados olhares pr'um passado que  sempre parece menos, pobre, lento e (complete comigo) desaturado e enfadonho?!

olhamos par tras e vemos poeira e cores de outrora que nunca encontramos no hoje, a menos que se use filtros instagrâmicos.

Pense na cozinha de sua casa d'infância e me diga se o bege envelhecido e toalhas amareladas não pintaram sua memória?
E a luz, sempre solar, sempre difusa, sempre com um leve toque de fog londrino ou centrão do rio antigo na rua bater street(redundância que irrita o bilíngue e passa batido pela santa ignorância) do romance do jô?

perdido como no costume antigo que já não me habitava há tempos, o fio trançou idéias que não dançavam no móbile das sinapses quando iniciei esse texto.
pois perdoe-me. perco-me mais a cada irritante alteração automática que esse corretor de línguas impulsivo e mortífero faz quando escrevo algo que não existe ou palavra que ele julga melhor com outra grafia(e significado, que fique claro!) ou até outra língua.
Vejam vocês que pus a rir de nervoso e socar o teclado ao ver que esta bela merda de corretor do Editor de Texto da apple transformou meu SOMOS em SOMMO. Que diabos é SOMMO? italiano, talvez? Como meu sobrenome? Hum… quem terá configurado esta merda para ser poliglota e adequar qualquer junção de caracteres ao seu bel-prazer?

pois somos reféns dessas tecnologias pq assim nos colocamos.

Poderia escrever este texto em bom papel com esferográfica de tinta azul furta-cor brilhante para depois divulga-lo às portas de centros culturais em mal xerocadas folhas de sulfite amarelo.
mas não. Não vivo sem um bom batuque-macumbeiro num teclado incapaz de me responder sozinho.
=/

é a vida segue.
Como deve.
Com brilho no olhar(nem sempre, mas quando dá.)
Com imaginação nos óculos de formatos inacreditáveis.

uma pausa - minha geladeira faz barulhos bizarros. Volto já.

barulhos inexplicáveis ao simples mortal que tortura esse teclado e seus olhos checado, posso prosseguir rumo ao desconhecido.
será mesmo desconhecido?

quantas vezes não passei por esse mesmo meaningless  blá blá blá?

 - sei lá! é pra chegar a um número como resposta? HAHA ¬¬! go to hell!

time to stop!

i`m feeling so boring! 
so not imaginative!
no not a special little monster genius! ou seria genius monster?

Sei lá.

Deixe a conta do oculista sobre a mesa e saia sem bater a porta com muita força.

see you later, akinator. hehe

hope this state of mind lasts forever. or at least until tomorrow.

à bientôt!